O BRASIL É O 2º PAÍS COM MAIS CLUBES FORMADORES NO RANKING MUNDIAL. MAS POR QUE NENHUM CLUBE BRASILEIRO ESTÁ ENTRE OS 10 PRIMEIROS?
O ranking do CIES Football Observatory traz alguns números que merecem uma pausa para reflexão.
O Brasil aparece na 2ª posição entre os países, com 13 clubes e 602 atletas considerados no levantamento.
Mas, quando olhamos para o ranking dos clubes, o melhor brasileiro é o Palmeiras, na 13ª colocação, seguido por São Paulo (15º), Flamengo (19º), Fluminense (28º), Santos (29º), Corinthians (42º), Grêmio (44º), Cruzeiro (47º), Internacional (56º), Athletico Paranaense (67º), Vasco (105º), Coritiba (109º) e Atlético-MG (132º).
Enquanto isso, clubes de Argentina, Portugal, Holanda, Uruguai, Espanha e Sérvia aparecem entre os 10 primeiros.
E aí ficam algumas perguntas importantes para os clubes brasileiros:
🔎 Estamos formando muitos atletas, mas estamos formando atletas com qualidade suficiente para competir no mais alto nível?
🔎 Quantos minutos os nossos jovens realmente recebem no futebol profissional?
🔎 A formação está preparando o atleta para o jogo profissional ou apenas para vencer competições de base?
🔎 Quanto tempo é necessário para que um jogador formado no clube tenha espaço efetivo na equipe principal?
🔎 O clube mede a qualidade da formação apenas pelos títulos ou também pela quantidade de atletas que chegam e se consolidam no profissional?
🔎 Que medidas poderiam ser tomadas para que mais clubes brasileiros estejam no ranking em posições cada vez maiores, não competindo apenas para ser o melhor clube formador dentro do Brasil, e assim criar jogadores capazes de atuar no mais alto nível internacional?
🔎 Se o Brasil tem 13 clubes entre os 20 países com maior presença no ranking, por que apenas um aparece entre os 13 primeiros clubes do mundo?
Talvez a principal reflexão seja esta:
não basta formar muitos jogadores. É preciso formar bem, dar oportunidades e transformar formação em desempenho no futebol profissional.
📊 Dados: CIES Football Observatory





