Artigo

CAPTAÇÃO, TRANSIÇÃO E DISPENSA DE ATLETAS DE BASE NO FUTEBOL BRASILEIRO.

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo, apresentar parte de minha pesquisa, elaborada para o trabalho de conclusão do curso de Gestão do Futebol promovido pela CBF Academy, junto a profissionais inseridos no contexto futebol de base brasileiro.

Para tanto, optei por uma abordagem qualitativa, tendo como base os depoimentos dos personagens pesquisados, quanto aos desafios dos clubes na formação de atletas nas diferentes fases do futebol de base, desde a captação dos atletas, transição a categorias superiores, dificuldade em conciliar a educação formal das escolas, dispensas, profissionalização e os poucos investimentos das equipes somados a falta de gestão dos clubes.

Palavras-chave: Artigo, futebol de base, gestão de clubes, gestão do futebol de base.

INTRODUÇÃO

Nelson Rodrigues em seus textos, sempre que possível, fazia uso de seus personagens míticos, dentre eles o “Sobrenatural de Almeida”, na tentativa de explicar o inexplicável, quando nas fases ruins em que tudo conspirava contra o time de coração do cronista, o Fluminense.

Ferran Soriano, vice-presidente econômico do Barcelona entre 2003 e 2008, no livro, “A bola não entra por acaso”, discorre sobre a necessidade do planejamento, para conquista do sucesso alcançado pela equipe, ao se consolidar como gigante mundial.

Ao falarmos sobre o futebol: sorte, azar, destino, paixão e sonhos, são palavras usuais entre torcedores e profissionais do meio, poucos, são os que chegam ao estrelato das grandes equipes, pouquíssimos os que ganharão as enormes cifras, oferecidas pelos grandes clubes europeus e algumas poucas equipes brasileiras.

Este artigo tem como objetivo, apresentar parte dos desafios até a profissionalização, desde a captação dos atletas, momento de chegada ao clube, transição às categorias superiores, dificuldades em conciliar a educação formal das escolas com a rotina de treinos, viagens e jogos, frustração dos que desistem ou são forçados a desistirem no meio do caminho e os poucos investimentos das equipes somados a falta de gestão dos clubes.

Metodologia

Este artigo aborda os problemas e desafios, através de pesquisa qualitativa, baseado em depoimentos de personagens inseridos no contexto futebol de base brasileiro, bem como a percepção do autor do artigo, através das observações de campo.

O futebol de base no Brasil

Sonho da maioria das crianças brasileiras, a busca pela realização deste sonho acontece cada vez mais cedo nas equipes de futebol.

Se fizermos uma breve pesquisa, teremos dificuldades em quantificar e qualificar as equipes de futebol no Brasil.

O site da CBF no artigo: Raio-X do futebol de 23 de fevereiro de 2016, apresenta o número de 776 clubes profissionais, 435 clubes amadores, sendo que destes, apenas 42 possuem o certificado de clubes formadores.

Ao falarmos do número de atletas, 22.782 são os atletas vinculados não profissionais, nossos garotos da base, lembrando que este número são os de atletas com idades entre 14 e 19 anos.

Com base na Lei nº 9.615/98, a chamada Lei Pelé restringe os contratos de formação a atletas maiores de 14 (quatorze) anos, podendo assinar seu primeiro contrato profissional com o clube a partir dos 16 (dezesseis) anos por um período não superior a 05 (cinco) anos. O clube formador tem direito de preferência para a primeira renovação do contrato de trabalho do atleta formado, pelo período de 03 (três) anos, exceto se para equiparação de proposta de terceiro.

Temos equipes no Brasil, desde o “Dente de Leite”, crianças de aproximadamente, 7 (sete) ou 8 (oito) anos de idade, aos “Juniores”, jovens de 18 (dezoito) a 20 (vinte) anos, com implementação a partir deste ano de 2017 do campeonato brasileiro de aspirantes, atletas até os 23 (vinte e três) anos que ainda não se destacaram nas equipes profissionais.

Por este motivo, consideraremos como formação para este artigo, os atletas a partir de 14 (quatorze) anos de idade, participes, em campeonatos oficiais organizados pelas federações seguindo o regulamento da CBF, tendo as categorias divididas normalmente em:

·        Sub15 – Atletas entre 14 (quatorze) e não superior a 15 (quinze) anos completos.

·        Sub17 – Atletas entre 16 (dezesseis) e não superior a 17 (dezessete) anos completos.

·        Sub20 – Atletas entre 18 (dezoito) e não superior a 20 (vinte) anos completos.

·        Sub23 – Atletas entre 21 (vinte e um) e não superior a 23 (vinte e três) anos completos, com a permissão de no máximo 3 (três) atletas com idade superior as 23 (vinte três anos).

Em algumas federações e campeonatos, existe a adoção de 2(duas) categorias intermediarias:

·        Sub16 – Apenas atletas com idade não superior a 16 (dezesseis) anos completos.

·        Sub19 – Apenas atletas com idade não superior a 19 (dezenove) anos completos.

Captação, aqui começa o sonho dos atletas selecionados.

No Cruzeiro Esporte Clube, um dos clubes pesquisado para este artigo, conta atualmente com uma equipe de 7(sete) profissionais, além de observadores pontuais em diferentes regiões do país.

Estes mesmos profissionais foram responsáveis por avaliar cerca de 23000 (vinte e três mil), postulantes atletas (dados do ano de 2016), em estágios distintos do processo de avaliação, que basicamente consistem em:

·        Detecção: fase em que os observadores técnicos avaliam os postulantes atletas, através de indicação, participação em peneiras ou torneios, quais atletas se encaixam nos critérios definidos anteriormente pelo clube, tais como características técnicas, físicas e de perfil comportamental do jogador.

·        Monitoramento: de tempos em tempos o atleta pré-selecionado, participa de treinos nas dependências do clube, em conjunto com outros atletas também em observação, onde serão analisados aspectos quanto à evolução deste atleta no clube, os que se destacam, são selecionados para período de testes junto ao grupo e aqueles que não se encaixam no perfil são dispensados, sofrendo sua primeira frustração pessoal no caminho até a profissionalização.

·        Análise com o Grupo, neste momento o atleta é analisado de forma mais específica pelo treinador da equipe e seus auxiliares, e aqueles que atenderem as expectativas do clube, serão aprovados, já aqueles que não se encaixarem serão dispensados do clube, o que não significa que não possam estar aptos a outras equipes.

·        Atletas pontuais, alguns atletas mediante contratações pontuais, chegam aos clubes sem a necessidade de passarem por todo este processo de seleção, e em qualquer fase, seguindo o entendimento que todo este processo foi feito anteriormente em outra equipe.

“A única equipe 100% promovida pelo pessoal da captação é a sub14, é de nossa responsabilidade entregar ao treinador, uma equipe de 30 atletas criteriosamente observados e aprovados pelo clube”, é o que nos informa Ricardo Luiz, coordenador de captação do Cruzeiro Esporte Clube.

Passados por todo processo até a seleção do atleta, apenas, cerca de 0,03% dos 23000 anteriormente observados, são incorporados ao clube anualmente, ou seja, o “funil” é extremamente apertado para os que conseguem atingir o objetivo de profissionalização, lembrando que estamos apenas no início do processo, em que o atleta está incorporado a equipe, seja em qualquer um das categorias.

Psicologia, o futebol não é uma ilha a margem da sociedade.

Em uma sociedade onde o futebol é tratado como religião, o sonho de se tornar jogador esta na cabeça de 7 (sete) de cada 10 (dez) crianças brasileiras. Aliado a este fenômeno, a possibilidade de ganhos infinitamente superiores em curto espaço de tempo, fazem com que a busca por estes sonhos sejam cada vez mais perseguidos por estes jovens com o consentimento e muitas vezes pelo próprio sonho do pai em ver o filho jogador de futebol.

Em conversa com a psicóloga Flaviane Maia, fica claro que pouquíssimos são os clubes que possuem protocolo para recebimento, acompanhamento e dispensa de atletas, e pior, mesmo os que possuem, não utilizam este protocolo na pratica.

Flaviane acredita que este protocolo se bem utilizado, minimizaria em muito os efeitos negativos da ausência da família no processo de formação do individuo, muito mais que atleta.

“A grande maioria destes jovens, chegam aos clubes acompanhados pelos agentes e não pelos pais, substituindo a figura que deveria ser paterna e ou materna. Garotos de diferentes regiões do país e em função das distancias, não possuem recursos para acompanhar seus filhos.”

O atleta por sua vez, em busca do grande sonho, perde mais uma vez a referencia familiar e aquele que o apresenta ao clube, neste caso o agente, de igual forma, transfere novamente sua responsabilidade para o clube.

Pais e a distancia e falta de preparo para acompanhar os filhos.

Eduardo Freeland, Diretor de Futebol de Base do Cruzeiro Esporte Clube, tem direcionado seus esforços para que uma maior aproximação dos pais com os filhos seja implantada no clube.

“Nada substitui o carinho dos pais, é preciso mostrar a importância deste contato do atleta com a família, quando conseguimos esta aproximação, jogamos juntos, o pai do atleta que acompanha e entende efetivamente o processo de formação do filho no clube, auxilia e muito neste processo.”

Em função do calendário e da distancia de residência dos pais, cerca de 80% do grupo de atletas do Cruzeiro Esporte Clube são residentes de fora de Belo Horizonte, isto dificulta e muito esta aproximação, porém, através das novas tecnologias, tais como grupos de conversas, internet e outros meios, é totalmente possível minimizar esta distância dos clubes e dos atletas com seus responsáveis.

Freeland acredita que, ao contrário do que se pensa, é minoria os pais que depositam nos filhos a esperança de um futuro melhor. Ele acredita que a maioria dos responsáveis não veem os filhos como produto. Quando perguntados sobre qual futuro eles querem para os filhos, estes geralmente respondem: “que ele vire um cidadão de bem, honesto e compromissado”.

Na opinião do autor deste artigo, CBF, Federações e clubes, precisam refazer o calendário de competições, com intervalos de convivência familiar de pelo menos 10 dias de 3 a 4 vezes por ano, para que o atleta de futebol não se torne cada vez mais cedo um adulto precoce, sem direito a diversão, sem férias e com responsabilidades exacerbadas e não condizentes a sua idade.

Educação e o papel da escola formal na formação do cidadão.

Infelizmente, poucos são os atletas atentos e compromissados com os estudos, pouquíssimos os que chegam à faculdade, número menor ainda os que a concluem.

A escola muitas vezes é punitiva, em alguns clubes se o atleta não obtiver bom desempenho e índice de presença nas matérias, ele é retirado dos jogos, o que novamente na opinião do autor, faz com que o atleta tome repulsa pela escola e professores, gerando desinteresse pelo aprendizado formal das escolas.

O Cruzeiro possui em suas dependências, escola interna para atendimento específico dos atletas e se existem pontos favoráveis outros nem tanto. Entre estes se destacam, aspectos como socialização, através do convívio com outros meninos e meninas da comunidade, falta de adequação do conteúdo com o futebol, afim de que gere maior interesse por parte do atleta, além da transferência total de responsabilidade para os clubes, quando a meu ver esta deveria ser dividida com os responsáveis.

“O futebol tem o poder de transformação, gera interesse, nossa meta é que em pouco tempo todos os atletas do sub20 tenham o ensino médio completo”, é o que nos diz Eduardo Freeland.

Formar cidadãos esta deveria ser a meta dos clubes de futebol.

E o agente onde se encaixa no processo.

Muito mais que simplesmente apresentar o atleta aos clubes, o agente é figura constante como representante do atleta em contratos com as equipes.

Dados apontam que mais de 98% dos atletas que chegam aos clubes já possuem representantes e em nenhum dos clubes pesquisados, (América Futebol Clube, Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube), permanecem sem este representante quando da assinatura do primeiro contrato profissional.

Por determinação da FIFA, muitos destes agentes deixaram de investir no futebol de base, o fim do passe e dos percentuais sobre atletas afastaram muitos destes agentes que investiam apenas no “produto” atleta, visando única e exclusivamente lucratividade futura.

Segundo Luciano Brustolini, intermediário de atletas desde 2003, a relação com o atleta tem que ser de confiança e compromisso, e somente os que estiverem dispostos a investir não só financeiramente nos atletas, mas no acompanhamento dado aos mesmos, maximizarão as chances de retorno deste investimento.

“Quanto maior for o acompanhamento e aproximação com o atleta sobre o ponto de vista físico, psicológico e técnico, através do feedback dado pelos clubes, maior serão as chances de que este atleta ser torne um profissional melhor.”

Porém, como em qualquer profissão, existem os bons e maus profissionais e talvez esteja neste um dos grandes problemas da formação de atletas.

Inúmeros são os casos de falsos empresários que prometem mundos e fundos para atletas e suas famílias sem o mínimo receio de estarem agindo de forma antiética e até de certa forma ilegal, cobrando taxas para indicação de jovens aos clubes.

Existem ainda agentes que indicam atletas aos clubes, dão a eles a primeira chuteira e simplesmente somem, voltando aparecer somente momentos antes da assinatura ou renovação do contrato profissional do atleta.

Por isso torna-se cada vez mais importante a participação da família e dos clubes na elucidação das dúvidas e questionamentos que por ventura o atleta venha a ter.

Marcos Motta, advogado das maiores transações do futebol brasileiro, citou para o blog na Base da bola em 2014, que em longo prazo, com a diminuição da participação de empresários no mercado de futebol pode ter efeito positivo para a base brasileira.

“Sem poder contratar jogadores caros, os clubes vão precisar olhar mais para a base, e os garotos da base, sem empresários, vão ter uma relação muito mais próxima com o clube. Em longo prazo, isso pode representar uma reestruturação da base brasileira. Sem contar que a relação entre clubes e jogadores pode ser muito mais próxima, o que pode facilitar as negociações para renovações de contrato”.

Para que esta reestruturação da base brasileira aconteça na prática, não esta no fato do garoto ter ou não um representante, se este garoto tiver alguém que o auxilie efetivamente na sua carreira, deixando-o que se preocupe apenas em jogar futebol, associado a uma gestão inteligente e eficiente por parte dos clubes, maiores serão as chances de sucesso de todas as partes, jogador, agente e clube de futebol.

Transição, hora de separar o joio do trigo.

Assim como no inicio do processo de formação, chega o momento de este atleta transitar para uma categoria superior no clube.

Após período de treinos e jogos com a equipe e normalmente no fim de cada temporada os clubes avaliam quais os atletas estão aptos a seguirem em frente e quais ficaram pelo caminho.

Em abordagem anterior, nota-se que os clubes que possuem maior controle sobre estes processos aumentam os números e chances percentuais de atletas que chegarão ao profissional.

No Cruzeiro trabalha-se com meta de aproveitamento dos atletas para as categorias superiores conforme tabela abaixo.

O atleta que chega ao profissional com trajetória desde o sub14 é mais barato e possui muito mais identificação com o clube, tornando-se um ativo mais valorizado no que se refere a retorno de investimento.

Dispensado e o que faço agora?

Vários são os momentos de dispensa nos clubes, desde o inicio do processo até os últimos anos nas bases dos clubes.

O número de atletas que conseguem atingir o objetivo de profissionalização é cada vez menor apenas 1% dos selecionados nas categorias de base.

Cafu, único jogador que disputou três finais de Copas consecutivamente, tendo ganhado duas, 1994 e 2002 e um vice-campeonato em 1998, rejeitado em 9 peneiras quando perguntado sobre o assunto, respondeu resumindo em uma única frase:

“Até hoje, para cada não que recebo, vou atrás de um sim!”.

“Fui mandando embora do Atlético porque não tinha cartão de referência. Cheguei pra fazer o teste, tinham mudado diretoria e o treinador falou: ‘Quem aqui tem cartão de referência ou quem veio através de uma referência? ‘. Foi quinze pro lado de lá”. ‘E quem não tem?’. O ‘bestinha’ foi pro lado de lá, não tinha referência nenhuma, fui apenas fazer o meu teste. “Aí o treinador falou: ‘Esses aqui não precisam vir mais’”.

Mas na prática infelizmente a história de vitória do Cafu, não é repetida com normalidade pelos campos de futebol. O contrário é mais comum, a desistência e a frustração por não ter alcançado o objetivo.

O que fazer quando se dedica de 5 (cinco) a 7 (sete) anos da vida ao futebol, deixando em muitos casos a educação em segundo plano, como recuperar o tempo perdido.

Alguns irão tentar a sorte em outras equipes, perambulando pelo interior dos estados em busca do almejado sonho, poucos conseguiram atingir este o objetivo.

Estratégias de reinserção no mercado de trabalho, para que este jovem siga o caminho fora ou dentro do futebol são necessárias, não somente no encerramento da vida na base, mas em todo processo de formação.

Alguns clubes maiores possuem aulas de inglês como conteúdo extraclasse, mas na opinião do autor deste artigo, isto é muito pouco. Sabemos que a única coisa que interessa ao atleta enquanto jogador de futebol dos clubes é se tornar jogador profissional, porém, se pudermos incentivar que tenham contato com outras disciplinas externas ao futebol, tais como aulas de informática, gestão de pessoas, gestão do esporte, aulas dadas pelos próprios profissionais dos clubes, acredito que o futuro seja um pouco menos difícil em função de estarem preparados para vida, caso não haja consolidação da carreira como jogador de futebol.

CONCLUSÃO

Fato é, somos um país com dimensões continentais e talvez por este motivo, formamos com tanta “facilidade” e falta de planejamento.

Não pretendo que este artigo se torne um manual para formação de atletas, atento para o fato de que muito além de atletas, falamos de jovens cidadãos que de uma forma ou outra contribuirão para melhoria do nosso país, se tornando pessoas melhores se capacitadas durante o tempo no futebol de base.

Formaremos melhores jogadores, com melhor capacidade cognitiva, atenção, foco, percepção, memória e linguagem, capazes de planejar e executar as tarefas, através do raciocínio, lógica, estratégias, tomada de decisões e resolução de problemas.

Os clubes que se prepararem colherão os frutos deste planejamento, o “produto” jogador será ainda mais valorizado por equipes com maior poder financeiro, quando estes mesmos atletas corresponderem às expectativas geradas quando de suas contratações.

Mas por favor, não tratem nossos jogadores como “produtos”, agentes e intermediários são como corretores de imóveis que recebem seu percentual pela negociação e comercialização do imóvel envolvido, talvez esta seja a definição que melhor se encaixa a profissão, porém, nossos garotos não são imóveis, são seres humanos que almejam alcançar um lugar ao sol, assim como qualquer um de nós, com famílias, amigos e muitos sonhos.

Gestão é a palavra de ordem e como gestor, quero e farei o possível para dar minha contribuição ao futebol brasileiro.

REFERÊNCIAS

https://universidadedofutebol.com.br/categoria-de-base-no-brasil-parte-i/

https://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/raio-x-do-futebol-numero-de-clubes-e-jogadores#.WgGeh1tSy00

http://cdn.cbf.com.br/content/201210/1729520516.pdf

http://pt-br.cpdpedia.wikia.com/wiki/Capacidades_cognitivas

https://universidadedofutebol.com.br/o-clube-formador-e-o-ressarcimento-pela-formacao-do-atleta/

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/na-base-da-bola/post/veto-investidores-no-futebol-o-que-pode-mudar-na-base-brasileira.html

http://espn.uol.com.br/noticia/718865_cafu-conta-como-foi-reprovado-no-atletico-mg-nao-tinha-cartao-de-referencia