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TREINAMENTO DE FORÇA

TREINAMENTO DE FORÇA

Texto cedido por: https://futebol-de-formacao3.webnode.com/l/treinamento-de-forca/

Leandro da Cruz - Prep. Físico Sub 20 - Grêmio Novorizontino

Leandro da Cruz – Prep. Físico Sub 20 – Grêmio Novorizontino

No futebol a capacidade física de força se tornou uma das principais e mais determinantes valências para atletas desempenharem da melhor maneira possível suas atividades dentro do campo de jogo. Seja por características físicas individuais ou até pela transformação da forma de se jogar futebol vem passando, essa capacidade cada vez mais vem ganhando importância no treinamento do dia a dia para os atletas. E nas categorias de base não é diferente, pois a maneira e as características do treino é que mudam de acordo com a categoria que o atleta se encontra e, principalmente, o estágio maturacional deste atleta.

Dentro da capacidade física de força hoje encontramos várias nomenclaturas para suas manifestações, aqui vou falar um pouco delas e em quais períodos os estudos mais recentes indicam para melhor se trabalhar e o atleta adquirir melhor performance para seu desenvolvimento.

Pensando que na maioria dos clubes, os atletas começam a ter um treinamento sistematizado com 5 ou mais dias da semana por volta de 14 ou 15 anos de idade. Nesse período a maioria dos atletas está no pós-estirão de crescimento ou até durante ele.

No início com 14-15 anos, na categoria sub-15, seria de grande valia trabalhar a força como melhoria do movimento, com exercícios apenas com a carga do peso corporal, dando ênfase em outra capacidade física, a de coordenação, que no decorrer do desenvolvimento vai ser de suma importância para o atleta ser mais “potente”. Nessa idade podemos utilizar treinos na sala de musculação para desenvolver a chamada resistência de força, e melhorar o movimento, sem incremento de cargas elevadas.

Na transição para a categoria sub-17, entre os 16 e 17 anos de idade, podemos incrementar cargas na sala de musculação, já fazendo com que o atleta inicie o treinamento com pesos resistidos, com intuito de melhora de força. E os atletas com 17 anos completados podem trabalhar exercícios de potência, no campo, com mudanças abruptas de direção, saltos bilaterais e unilaterais, utilizar trenó e tração, para assim o atleta já ir se habituando a treinamentos que serão corriqueiros na sua próxima etapa de desenvolvimento e na sua vida depois que abandonar as categorias de base.

Na categoria sub-20, onde normalmente se tem uma heterogeneidade maior, pois a categoria conta com atletas de três idades diferentes, onde nós como profissionais devemos ter o feeling de saber onde cada atleta se encaixa no processo de treinamento, para assim, fazer com que todos consigam desempenhar seu melhor futebol apesar da idade e da capacidade de produzir força de cada um. Normalmente atletas que estão chegando na categoria com 17-18 anos de idade, ainda estão se acostumando a fazer treinos com cargas elevadas, assim, os treinadores devem fazer o processo de aprendizado e incremento de carga desses atletas sem que pulem etapas do treino e sejam provocadas lesões. Nos atletas de 19 a 20 anos esses processos já estão mais solidificados por terem, no mínimo, um ano de pratica na categoria. No sub-20 normalmente utilizamos na sala de musculação treino de saltos com pesos, unilaterais e bilaterais, fazemos treinos com cargas que chegam a 120% do peso corporal, pois este atleta quando terminar seu período de formação vai encontrar trabalhos parecidos na categoria profissional. No campo podemos utilizar muitos circuitos com coordenação, mudanças de direção, saltos e trabalhos tracionados, com intenção de melhorar a potência do atleta, melhor como ele se movimenta e quão rápido ele se movimenta em momentos que podem definir o jogo.

  • LEANDRO DA CRUZ
  • PREPARADOR FÍSICO DO GRÊMIO NOVORIZONTINO – CATEGORIA SUB-20
  • GRADUADO EM CIÊNCIA DO ESPORTE – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
  • ESPECIALISTA EM FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO – FACULDADE DE MEDICINA DE RIO PRETO
  • FMS – NÍVEL 1
  • METODOLOGIA SOLO TREINAMENTO FUNCIONAL – FASE 1